LEIA TAMBÉM

19 de fevereiro de 2018

Jornal gaúcho destaca qualidade da educação de Brejo Santo

Depois de atingir 8,1 no Índice de Desenvolvimento do Ensino Básico (Ideb) para anos iniciais, em 2015, o município de Brejo Santo tornou-se exemplo nacional de educação.

Com apenas 47 mil habitantes, e 23,4% da população dependente de bolsas sociais, a cidade mostrou que é possível fazer educação com poucos recursos. Ficou 2,8 pontos acima da média nacional, e 2,6 acima da média do próprio estado.

Na sexta-feira pela manhã, o desempenho foi assunto do segundo dia de formação dos gestores das escolas municipais.

Secretária de Educação do município cearense pelo terceiro mandato, Ana Jacqueline Braga apresentou o exemplo a Lajeado, que quer atingir melhores índices de educação. No último Ideb, o município teve média 6,2 nos anos iniciais, e 4,9 nos anos finais.

Em palestra no salão de eventos da prefeitura, contou como transformou o modelo de ensino a partir de 2009. Uma das escolas da rede, com melhor infraestrutura, estava entre as 150 piores no estado, e os índices das demais também não eram bons. Cerca de 40% dos alunos saíam dos primeiros anos sem saber ler, nem escrever. O Ideb, na época, era de 3 para os anos iniciais e 2,4 para os anos finais.

Após um diagnóstico preciso e sincero, das 44 escolas, o município começou a reordenar a rede. Foram encerradas as atividades das 33 salas multisseriadas. Escolas isoladas também foram fechadas. “O professor não foi formado para isso, para ensinar a mais de uma série. É um faz de conta. Eu finjo que ensino, você finge que aprende. Enquanto nas escolas isoladas ninguém sabe o que acontece”, resume.

O intuito era centralizar, e aproximar aluno e professor. Para isso, transporte escolar passou a ser oferecido, assim como merenda de qualidade, e em quantidade. Na região, é comum que os estudantes façam as únicas refeições na escola.

A transformação começou a dar resultados nos anos seguintes. Em 2013, a escola de Ensino Fundamental Maria Leite de Araújo, situada na zona rural do município, recebeu 9,2 no Ideb para o primeiro ciclo do Ensino Fundamental. Em 2015, a nota subiu para 9,6 – a maior de todas. “Por isso digo que infraestrutura não está ligada à aprendizagem. Ela pode favorecer, mas o que faz a diferença é a relação do professor e aluno.”

Nas demais instituições, os resultados também foram percebidos. Treze escolas obtiveram nota 10 no estado. Os servidores de cada uma receberam 14º salário, como incentivo para a melhora contínua.

Com informações do Jornal AHora

Tecnologia do Blogger.