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9 de abril de 2015

Obras da transposição no Cariri estão com 53,8% de execução física

Obras, no trecho 1 do Ceará para captar as águas da Barragem de Jati (Foto: Elizângela Santos/DN)
O Projeto de Transposição do Rio São Francisco já conta com 72,9% de obras concluídas em todos os trechos que formam o maior projeto de transposição de bacias já construído. No Ceará, o setor compreendido como Meta 2 Norte, onde estão localizados os municípios de Jati, Brejo Santo e Mauriti, contabiliza 53,8% de execução física das obras, segundo o Diário do Nordeste. Os trabalhos de construção do Túnel Cuncas 1, por exemplo, no município de Mauriti, América Latina, se encontram em fase final e devem ser encerrados até o fim deste ano.

Atualmente, os mais de 9.300 trabalhadores estão distribuídos em cerca de 477 Km de extensão de todo empreendimento. Alguns trechos do canal, como o das Metas 2 Norte e 3 Norte, continuam com frentes noturnas de serviço, concentradas nos municípios cearenses de Jati, Brejo Santo e Mauriti.

Em Jati, por onde as águas do Rio São Francisco adentrarão o Ceará, há turnos divididos em regime de 2 horas. Diversas frentes de trabalho foram criadas para que o ritmo de atividades se mantenha acelerado naquele trecho do projeto.

O prefeito de Mauriti, Evanildo Simão, avalia que a obra possui diversas formas de benefícios às populações dos municípios que receberão as águas do Rio São Francisco. "Essa obra não pode ser vista, apenas, como a solução da falta de água para o consumo humano e animal nas regiões, secularmente, afetadas pela estiagem. Perceber a transposição apenas por este prisma é diminuir a infinidade de possibilidades que a obra trará ao nordeste brasileiro", observou.

Conforme o gestor, o setor econômico dos municípios por onde o canal da transposição passará deve possibilitar mudanças significativas na vida de produtores rurais que atuam na agricultura familiar. "Não tenho dúvidas que, a partir do uso da água da transposição, projetos de desenvolvimento e expansão da produtividade agrícola serão efetivados e as melhorias na condição de vida dos nossos produtores acontecerão de maneira significativa", concluiu.

CINTURÃO DAS ÁGUAS

Já as obras de construção do Cinturão das Águas, equipamento por onde deverão passar as águas da transposição do Rio São Francisco, a partir de Jati, continuam atrasadas. Até dezembro do ano passado, pouco mais de 25% da obra havia sido concluída.

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